Monday, December 30, 2013

Deadly Pistachios, 97


Portrait: Ariadna, Berta Vicente, Plaça Urquinaona, Barcelona, Cataluña, 2012

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Wednesday, December 25, 2013

Deadly Pistachios, 96


Cutting a Sunbeam, Adam Diston, Leven, Scotland, 1886

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Monday, December 23, 2013

Deadly Pistachios, 95


Death by Water, Toni Frissell, Weeki Wachee Spring, Florida, USA, 1947

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Saturday, December 21, 2013

Deadly Pistachios, 94


Sunset, Satomi Shirai, Coney Island, USA, 2009

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Thursday, December 19, 2013

Deadly Pistachios, 93


(Da série Underwater Nude Rock Quarry) Untitled 9, Neil Craver, 2011

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Tuesday, December 17, 2013

Deadly Pistachios, 92


Une Opiomane Endormie, Brassaï, c. 1931

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Sunday, December 15, 2013

Deadly Pistachios, 91


Sem título, Boris Kossoy, Nova York, EUA, 2011

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Thursday, December 12, 2013

Deadly Pistachios, 90


Sem título, Sergio Larrain, Trafalgar Square, London, UK, 1959

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Saturday, December 7, 2013

Com O Círio Aceso Dentro Da Boca


Loner, Roger Ballen, 2001

Com as luas acima dos dias proibidos, estes flocos do brilho das estrelas e do luar nos regatos e no vento, assim escrevem o pergaminho, sopram a loucura celeste ao ouvido dos fetos, alimentam pela voracidade do sangue todas as crisálidas com o crepitar de um grito, a sabedoria, o desejo, a liberdade, porque o seu reino é uma fome alada que atravessa as casas. Não há paz, não pode haver paz, porque é o cadáver da vida que alimenta os jantares de família, a benção afogada dos templos e o amor em calabouços por uma montra de decência burguesa.
Dançam em volta os amantes celestiais e tu, sombra, és a fonte eterna, o útero de Eva, as torrentes do Inverno que repetidamente lavam o mundo, as juvenis flores bravias inomeadas com que a Primavera rompe os cárceres glaciais, o fogo tremendo em que o Estio rejuvenesce a carne da serpente das noites mudas e o bronze velho do Outono que te veste rainha dos valados, quando o ermitério dos lençóis é o velame que transporta a febre da pele intocada à mortalha e à coroa da perversidade esclarecida dos mortos e este ciclo fecha como um beijo em lume do cristal.
O discípulo reuniu as conchas, a prata oculta, num manto a marcar um túmulo raso e ignoto, as conchas, a fala do rugido primordial do mar, a indomável força dos céus em chamas, a tempestade renovada, a única, que rasga as trevas da alma. O menino sentou-se, entre as conchas, com o choro, a raiva, o corpo ferido, o amor, a solidão, o seu círio aceso, o espelho, o seu sangue sacrificado e disse a palavra mágica, rebentou na boca o nome, a beber o sangue e a mãe veio, com a pele polida pela morte, tão branca, tão branca e pura, nos fetos iluminados, por todas as vielas em que uivaram os proscritos no meio dos cães expulsos, ela veio, a menina e a anciã, a meretriz e a santa, o demónio e a virgem, com os olhos de ouro mortal, e abraçou-o no chão.

Jesus Carlos
Também publicado na Revista Mallarmargens, Curitiba, Brasil, 2013

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Wednesday, December 4, 2013

Deadly Pistachios, 89


Alentejo, Eduardo Gageiro, Portugal, 1986

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